DEBATE EM PORTO NACIONAL

DEBATE EM PORTO NACIONAL
Quem é Quem em Porto

PROPOSTA MESMO FORAM POUCAS...

Nesta quinta feira aconteceu na Camara Municipal de Porto Nacional o primeiro debate dos prefeituráveis. O debate aconteceu de forma tranquila com a moderaçao do Jornalista Cleber Toledo e a equipe da ASPECTO que está organizando debates nas principais cidades do estado. O debate foi aberto pelo Jornalista Salomão - presidente da ASPECTO.
Uma análise elementar do debate dá conta de que uma polarização está acontecendo entre Tereza e Otoniel, os dois trocaram acusações durante o acontecimento. Tereza mostrou-se evasiva em suas respostas, por sua vez Otoniel mostrou que tem traquejo e repetiu as ações que desenvouveu por 8 anos na cidade.
Dr. Merval desistiu mesmo da candidatuta e seu vice - Rolmey acora é o candidato a Prefito ( o filho do Merval agora é seu vice). Pouco preparado, Rolmey limitou-se a mostrar um livreto sobre suas propostas, mas mesmo ao tentar ler o seu livreto tropeçou nas idéias e não soube colocar com clareza quando perguntado sobre ações para o turismo em Porto Nacional. Outro candidato principiante, Eduardo, teve bons momentos no debate, principalmente quando cobrou de gestões anteriores mais clareza com os gastos públicos. Eduardo também lembrou o uso do poder financeiro na campanha como sendo um ponto negativo.
Na verdade o único a falar de propostas "palpáveis" foi o candidato Carlinhos Braga. Carlinhos comentou que pretende organizar a cidade em áreas administrativas com sub-prefeituras, disse também que sua administração deve priorizar 3 grandes eixos: Do Turismo, Da Cidade Universitária e Do Polo de Industrialização. Carlinhos comentou as estratégias para a implantação destes eixos e comentou que a Cultura, a Educação e a saúde são temas transversais que se posicionam de maneira definitivas nos eixos de desenvolvimento.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

CRÔNICA: O Acordo (I)



Prof. Mestre Plinio Sabino Sélis
[*]

Três estudantes universitárias, de Letras, de Pedagogia e de Jornalismo, se encontram às margens do córrego Mutuca para a caminhada vespertina. O papo rola sobre Reforma Ortográfica.
A de Letras, que estuda Lingüística, a Ciência da Linguagem, repassa as últimas informações sobre o assunto: “Vocês sabiam que o MEC declarou que o Brasil vai adotar o acordo até 2012?”
A de Pedagogia e a de Jornalismo respondem: “Não, menina! Diga! A de Letras diz: “E tem mais: um novo vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, dito Volp, é escrito.” E elas: “Não diga!”
“Digo, sim! – diz a de Letras. Esse tal de Volp será a quinta edição da publicação que registra a forma oficial de escrever as palavras no Brasil. E digo mais: serão cerca de 370 mil verbetes”.
“E parece que vão pôr fim a um dos pontos que permanecem controversos, o uso do hífen” – diz a estudante de Letras. “Ah! Isso muito me interessa” – fala a estudante de Pedagogia.
E ela acrescenta: “Nos estágios, a criançada pena com a tarefa da utilização do hífen. Qual é a novidade, hein?” A de Jornalismo pergunta: “E quando essas regras ortográficas passarão a vigorar?”.
A estudante de Letras, abaixando-se para erguer as meias, diz a elas que tivessem calma que tudo seria esclarecido ao seu tempo. “Tudo leva a crer que será a partir de 2009” – afirma.
E propõe: “A caminhada chega ao fim. Na próxima caminhada prometo que vamos continuar o assunto da alteração do vocábulo brasileiro, entre 0,5 e 1,6%. Falaremos do hífen. Feito o acordo?”.
Feito o acordo, enquanto as nossas amigas acadêmicas descansam da caminhada, faremos também uma pausa, voltando com todo o gás para a próxima etapa: o novo uso do hífen.
E no dia seguinte . . .
Pois bem! Eis que as encontramos prontas para mais uma caminhada. A de Letras e de Pedagogia aparecem vestidas em vermelho e preto, e a de Jornalismo, em azul, verde e branco.
A de Letras pergunta: “E aí, meninas, prontas para mais uma caminhada?”. “Sim!!! – respondem as outras duas. A de Jornalismo acrescenta: “E prontas para mais uma aula de Lingüística”. Riem.
A de Jornalismo lança logo a primeira pergunta: “E como será o novo emprego do hífen?”. A de letras vocifera algo ininteligível, depois de um tropeção em um paralelepípedo do calçadão.
“Vocês sabem que não é fácil entender a regra do hífen, mesmo com a simplificação proposta. O maior problema é a parte do texto que permite a exclusão do sinal em termos já consagrados”.
Por franzirem a testa, a de Letras diz: “Vou explicar melhor: O acordo afirma que a palavra pode ser escrita aglutinadamente quando perder, em certa medida, a noção de composição”.
Pára a caminhada e as chama a um terreno vazio ao lado do calçadão. Escreve no chão com um galho seco duas palavras: ‘pára-quedas’ (antes) e ‘paraquedas’ (com a reforma).
A de Pedagogia, parecendo não ter entendido ou não ter aceitado, diz: “Olha, apesar de não ser da área, acho tudo estranho. Parece haver critério mais subjetivo, e não lógico, lingüístico?”
O questionamento da colega pareceu merecer um novo acordo. Mas isso fica para a próxima caminhada. Agora vamos terminar este: o uso do hífen.
O hífen desaparece quando o segundo elemento da palavra começar com ‘S’ ou ‘R’. Nesse caso, as consoantes devem ser dobradas, exceto quando o primeiro elemento terminar com a letra ‘R’ e o segundo começar com essa mesma consoante: ‘super-revista’.
Feito o acordo, enquanto as nossas amigas acadêmicas descansam da caminhada, faremos também uma pausa, voltando com todo o gás para a próxima etapa sobre o novo acordo ortográfico.
Quaisquer dúvidas, sugestões, críticas, façam-nos pelo e-mail:
pliniosabino@uol.com.br ou pelo telefone (63) 9213 0989, que teremos imenso prazer em receber. Até a próxima!

[*] PLINIO SABINO SÉLIS é Mestre em Educação, pela UNOESTE (Universidade do Oeste Paulista,SP), Especialista em Avaliação Institucional, pela UnB (Universidade de Brasília), e Professor Concursado do Centro Universitário UNIRG, atuando nos cursos de Direito (Teoria da Arg. Jur.; Letras (Lingüística) e Pedagogia (Metodologia de Língua Portuguesa). Ex-Presidente da APUG – Associação dos Professores Universitários de Gurupi, gestão 2005-2007.

Um comentário:

jjLeandro disse...

staria de saber como colaborar literariamente com o sítio.
abcs
jjLeandro