DEBATE EM PORTO NACIONAL

DEBATE EM PORTO NACIONAL
Quem é Quem em Porto

PROPOSTA MESMO FORAM POUCAS...

Nesta quinta feira aconteceu na Camara Municipal de Porto Nacional o primeiro debate dos prefeituráveis. O debate aconteceu de forma tranquila com a moderaçao do Jornalista Cleber Toledo e a equipe da ASPECTO que está organizando debates nas principais cidades do estado. O debate foi aberto pelo Jornalista Salomão - presidente da ASPECTO.
Uma análise elementar do debate dá conta de que uma polarização está acontecendo entre Tereza e Otoniel, os dois trocaram acusações durante o acontecimento. Tereza mostrou-se evasiva em suas respostas, por sua vez Otoniel mostrou que tem traquejo e repetiu as ações que desenvouveu por 8 anos na cidade.
Dr. Merval desistiu mesmo da candidatuta e seu vice - Rolmey acora é o candidato a Prefito ( o filho do Merval agora é seu vice). Pouco preparado, Rolmey limitou-se a mostrar um livreto sobre suas propostas, mas mesmo ao tentar ler o seu livreto tropeçou nas idéias e não soube colocar com clareza quando perguntado sobre ações para o turismo em Porto Nacional. Outro candidato principiante, Eduardo, teve bons momentos no debate, principalmente quando cobrou de gestões anteriores mais clareza com os gastos públicos. Eduardo também lembrou o uso do poder financeiro na campanha como sendo um ponto negativo.
Na verdade o único a falar de propostas "palpáveis" foi o candidato Carlinhos Braga. Carlinhos comentou que pretende organizar a cidade em áreas administrativas com sub-prefeituras, disse também que sua administração deve priorizar 3 grandes eixos: Do Turismo, Da Cidade Universitária e Do Polo de Industrialização. Carlinhos comentou as estratégias para a implantação destes eixos e comentou que a Cultura, a Educação e a saúde são temas transversais que se posicionam de maneira definitivas nos eixos de desenvolvimento.

sábado, 6 de setembro de 2008

OS DESMANTELOS DO MUNDO


Francisco Miguel de Moura*

Na natureza conhecida e na sociedade nada é de graça, não acontece por mão do destino. É necessário investigar a causa, as causas, para compreender um pouco do mundo. Parece que de uns tempos para cá a inteligência do homem não aumentou, a sabedoria fugiu, salvo para detalhes técnicos tais como os do computador, linguagem mais primitiva do mundo: o mais e o menos, o positivo e o negativo. Ou para inventar nomes difíceis para as técnicas de venda e gerência de empresas. A linguagem técnica é dura por excelência. Deixou-se de sentir, sonhar. A arte morreu. Não é possível que tantos crimes aconteçam, ao mesmo tempo. É a busca desesperada pelo poder, dinheiro e tudo que ele oferece. Cada vez mais a maldade é exposta na tevê, na internete, no rádio, em casa, nas ruas, na boca das pessoas, no coração e na cabeça.
Outrora se tinha a famosa “educação doméstica”. Agora, tudo se aprende na rua, da maneira mais deteriorada possível, rumo à droga, ao sexo, às baixas paixões. Não deixemos dinheiro nem coisas de valor em sítio longe da vista. Documentos, fotos, revistas, livros. Mesmo objetos presumivelmente inservíveis são afanados num abrir e fechar de olhos. Onde a moral? Onde os bons costumes? Onde a verdade, a sinceridade, a lealdade? Onde a inocência das crianças? Onde a ternura das mulheres? Onde o cavalheirismo dos homens?
Os meninos da classe média, além de se drogarem, se armam, entram na escola, atiram, assassinam. Os pobres e paupérrimos agridem os que passam na rua: pedem, pedem, e se não recebem, depredam carros, ônibus, o que encontram, e até matam. Sabemos que o homem, bem no inicio, era bastante violento, mas veio a civilização, a cultura e o aperfeiçoamento moral. Mas cadê a grandeza social dos séculos passados? Para onde vão esses bilhões de seres humanos cada um pensado por si e agindo da mesma forma? Pais modernos – diferente dos clássicos – que não se iram contra todo tipo de violência, contra todo tipo de tirania, contra todo tipo de guerra; pais sem domínio de si, descaracterizados como tal, deixando os filhos ao deus-dará da tevê, cinema, internete, rádio, ruas et caterva, onde vocês perderam a responsabilidade? Esqueceram que ter filhos tem conseqüências mediatas, imediatas e remotas.
A família é a fonte dos bons e dos maus, dependendo de como ela foi, de como ela é, de como são os pais. De filhos violentos, criminosos, viciados, e de filhas desregradas e perdidas, que praticam aborto (e outros expedientes) para gozar o bem-bom do sexo a toda hora e com muitos, que tipo de netos e bisnetos virá?
A sociedade é cumulativa em suas práticas, daí a violência que temos: falta de educação doméstica, educação na escola e falta de tradição (o passado dos pais).
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, membro da Academia Piauiense de Letras, mora em Teresina, Piauí.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

ACIDENTES, ONTEM E HOJE

Francisco Miguel de Moura –Membro da Academia Piauiense de Letras

Há muitos anos, ainda estudante em Picos, eu começava a escrever para o jornal, ou seja, publicava artigos. E aconteceu um fato que serviu de assunto para minha crônica jornalística. Um lavrador das cercanias tinha ido à feira, no sábado, onde vendia os produtos de seu trabalho: farinha, feijão, rapadura, essas coisas enfim. Passara o dia todo ao sol quente do verão. É comum ao homem da roça tomar uma cachacinha como aperitivo, quando vai almoçar. Mas não foi o caso. Aborrecido, cansado, por suportar a intempérie, o lavrador toma uma, toma duas, toma três... e monta no seu animal de volta para casa. Na estrada, cai da sela do animal e bate com a cabeça numa pedra do caminho. Não obstante ter sido logo acudido por outro feirante que vinha atrás, veio a falecer minutos depois. Manchete da matéria que escrevi, colocada pelo editor, extraída do que já estava no meu texto: “LAVRADOR MORRE POR CAUSA DA BEBIDA”. Meu trabalho foi lido, relido, elogiado e até acharam graça da interpretação do mesmo, na manchete. Foi a queda ou foi o álcool que o matou? Notícia por notícia, através dos jornais soube que, recentemente, faleceu um jovem estudante de medicina, na estrada de União, em acidente de automóvel, mais ou menos meia-noite. A estrada é ruim e mal iluminada – o Governo bem que já podia ter alargado e iluminado as rodovias que ligam as cidades mais próximas à Capital. Mas, mesmo assim, quantas vezes não têm passado por ali outros carros, sem que aconteça nenhum incidente, nenhum acidente? Bem, a causa da morte do rapaz, tal como de outras pessoas de que temos notícia, talvez não esteja aí. A verdade é que existe a festa, ela é necessária, especialmente para os jovens. Existe a bebida, que alegra. E existe a lei. Os “acidentes” acontecem mais por falha humana do que da máquina. E os verdadeiros acidentes acontecem por fatos supervenientes, por exemplo: um animal arisco atravessa repentinamente a estrada. Se são “acidentes” previsíveis, podem ser evitados. E por que não evitá-los? Não faço esta associação por maldade nem para culpar ninguém. É que atrás da causa aparente há outras causas, muitas vezes intuídas. Se eu não soubesse que o lavrador tinha bebido mais da conta, não teria matéria para o jornal, nem talvez a verdadeira causa de sua morte tão rápida. Esta crônica vale apenas por um grito de alerta. Muitos jovens estão morrendo, no mundo atual, por qualquer bobagem, como se suas vidas não valessem nada. Vejo nisto um prejuízo enorme para a sociedade. Eles são o amanhã do mundo.
Sem os jovens e suas pequenas loucuras não há encantos, não há cores, não há alegria, em suma. Porém, que sejam pequenas, que sejam previstas, amém.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

NOSSO PAÍS É NOSSA CASA

Francisco Miguel de Moura – Membro da Academia Piauiense de Letras

Leio notícia de que a China, essa potência mundial nascente, ou melhor, esse gigante adormecido que acorda, está de acordo com o Protocolo de Quioto, com relação à proteção da natureza, para buscar todos os meios possíveis de diminuir a poluição e a destruição da natureza, diferente da outra grande potência, a América, que teima em não aceitar essas condições, para, impunemente, continuar a sujar não somente a Terra, aqui dentro, e envenenar seus pobres habitantes, como o entorno do planeta com os mais absurdos engenhos mandados ao espaço, que aqui e acolá voltam à atmosfera e caem como perigo permanente sobre nossas cabeças. Pelas notícias, a China já mandou fechar muitas indústrias que desrespeitavam as leis de proteção ambiental. Protege o seu país, sua casa e a casa de Deus, que é a natureza. Como bons políticos, os chineses querem cuidar antes do bem comum. Diferentes daqueles que só cuidam de enriquecer, em primeiro lugar ou exclusivamente, e trabalhar para sua família, seus parentes, esquecendo que ser político é ser homem público, esquecendo que “o poder não tem sentido se não se volta para o benefício de muitos”, especialmente do cidadão comum, do país como um todo, da nossa casa geral como o universo – portanto, sem descuidar dos planos ecológicos, da preservação do meio-ambiente, do respeito para com a humanidade, a cultura e a civilização.
Fazer boa política é organizar o povo para por si mesmo dirigir a maioria das ações de sua vida e da vida da comunidade. Cidadania quer dizer não apenas que o cidadão seja o dono do seu próprio nariz, com liberdade para dizer e fazer o que quiser, mas ser consciente de que pagará por seus erros, suas ações, e se forem contra a lei nunca ficarão impunes. O cidadão é o principal interessado na resolução de seus problemas, dos problemas do seu país, da sua comunidade e da comunidade internacional. A política que não se interessa por esses problemas é uma negação da política. Não há boa política com mentiras, nem com ódio aos adversários, nem com o compadrio com eles, nem com a adulação ao eleitor, nem com a troca de favores. O político tem que ser pessoalmente impassível. Embora seja duro tal comportamento, é o que melhor condiz com a ética de quem responde pelo bem público, de uma forma ou de outra.
Mas o que vemos é que grandes empresários se metem a políticos simplesmente para defenderem os interesses próprios de suas empresas, não pensam nem um pouco no bem comum. É a contrafação do político. A política dever ser um sacerdócio. Mas onde encontraremos tais políticos?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

CRÔNICA: O Acordo (I)



Prof. Mestre Plinio Sabino Sélis
[*]

Três estudantes universitárias, de Letras, de Pedagogia e de Jornalismo, se encontram às margens do córrego Mutuca para a caminhada vespertina. O papo rola sobre Reforma Ortográfica.
A de Letras, que estuda Lingüística, a Ciência da Linguagem, repassa as últimas informações sobre o assunto: “Vocês sabiam que o MEC declarou que o Brasil vai adotar o acordo até 2012?”
A de Pedagogia e a de Jornalismo respondem: “Não, menina! Diga! A de Letras diz: “E tem mais: um novo vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, dito Volp, é escrito.” E elas: “Não diga!”
“Digo, sim! – diz a de Letras. Esse tal de Volp será a quinta edição da publicação que registra a forma oficial de escrever as palavras no Brasil. E digo mais: serão cerca de 370 mil verbetes”.
“E parece que vão pôr fim a um dos pontos que permanecem controversos, o uso do hífen” – diz a estudante de Letras. “Ah! Isso muito me interessa” – fala a estudante de Pedagogia.
E ela acrescenta: “Nos estágios, a criançada pena com a tarefa da utilização do hífen. Qual é a novidade, hein?” A de Jornalismo pergunta: “E quando essas regras ortográficas passarão a vigorar?”.
A estudante de Letras, abaixando-se para erguer as meias, diz a elas que tivessem calma que tudo seria esclarecido ao seu tempo. “Tudo leva a crer que será a partir de 2009” – afirma.
E propõe: “A caminhada chega ao fim. Na próxima caminhada prometo que vamos continuar o assunto da alteração do vocábulo brasileiro, entre 0,5 e 1,6%. Falaremos do hífen. Feito o acordo?”.
Feito o acordo, enquanto as nossas amigas acadêmicas descansam da caminhada, faremos também uma pausa, voltando com todo o gás para a próxima etapa: o novo uso do hífen.
E no dia seguinte . . .
Pois bem! Eis que as encontramos prontas para mais uma caminhada. A de Letras e de Pedagogia aparecem vestidas em vermelho e preto, e a de Jornalismo, em azul, verde e branco.
A de Letras pergunta: “E aí, meninas, prontas para mais uma caminhada?”. “Sim!!! – respondem as outras duas. A de Jornalismo acrescenta: “E prontas para mais uma aula de Lingüística”. Riem.
A de Jornalismo lança logo a primeira pergunta: “E como será o novo emprego do hífen?”. A de letras vocifera algo ininteligível, depois de um tropeção em um paralelepípedo do calçadão.
“Vocês sabem que não é fácil entender a regra do hífen, mesmo com a simplificação proposta. O maior problema é a parte do texto que permite a exclusão do sinal em termos já consagrados”.
Por franzirem a testa, a de Letras diz: “Vou explicar melhor: O acordo afirma que a palavra pode ser escrita aglutinadamente quando perder, em certa medida, a noção de composição”.
Pára a caminhada e as chama a um terreno vazio ao lado do calçadão. Escreve no chão com um galho seco duas palavras: ‘pára-quedas’ (antes) e ‘paraquedas’ (com a reforma).
A de Pedagogia, parecendo não ter entendido ou não ter aceitado, diz: “Olha, apesar de não ser da área, acho tudo estranho. Parece haver critério mais subjetivo, e não lógico, lingüístico?”
O questionamento da colega pareceu merecer um novo acordo. Mas isso fica para a próxima caminhada. Agora vamos terminar este: o uso do hífen.
O hífen desaparece quando o segundo elemento da palavra começar com ‘S’ ou ‘R’. Nesse caso, as consoantes devem ser dobradas, exceto quando o primeiro elemento terminar com a letra ‘R’ e o segundo começar com essa mesma consoante: ‘super-revista’.
Feito o acordo, enquanto as nossas amigas acadêmicas descansam da caminhada, faremos também uma pausa, voltando com todo o gás para a próxima etapa sobre o novo acordo ortográfico.
Quaisquer dúvidas, sugestões, críticas, façam-nos pelo e-mail:
pliniosabino@uol.com.br ou pelo telefone (63) 9213 0989, que teremos imenso prazer em receber. Até a próxima!

[*] PLINIO SABINO SÉLIS é Mestre em Educação, pela UNOESTE (Universidade do Oeste Paulista,SP), Especialista em Avaliação Institucional, pela UnB (Universidade de Brasília), e Professor Concursado do Centro Universitário UNIRG, atuando nos cursos de Direito (Teoria da Arg. Jur.; Letras (Lingüística) e Pedagogia (Metodologia de Língua Portuguesa). Ex-Presidente da APUG – Associação dos Professores Universitários de Gurupi, gestão 2005-2007.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

De Editais e Não Éditos

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Escrevo o deserto.
Edmond Jabès
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Jovem escritor de Palmas disse-me de sua decepção com o resultado de certo edital que não contemplara sua obra por ela não apresentar “conteúdo social” relevante. Respondi-lhe que afora o ultraje dessa apreciação, pior seria se de fato ele soubesse que sua obra não atingira os critérios formais estéticos que se propôs. Eu que pensava que tal avaliação “realista” já tivesse se perdido no tempo, talvez em meio aos escombros do muro de Berlim, dei-me conta de como as normas literárias de repente podem ser flutuantes e avançar com a força do vento que corre sobre a cidade. Não posso deixar de imaginar o que fariam os atentos jurados se caísse em suas mãos uma única página de Carlos Fuentes, Günter Grass ou Thomas Bernhard. Que velha literatura a nova cidade de Palmas quer vitalizar? Pergunto-me, pergunto-me e – como leitor e escritor – já me envergonho da resposta. Nossa Senhora da Representação de volta ao altar dos beletristas. Que poderá uma vez mais a fé cega num real já decifrado? Mobilizar leitores cidade afora? Fazer reconhecer aí a nossa face, nos livros que publicamos? Que enredo-espelho daria conta da variedade e do Mesmo que somos? Todos e nenhum. Não se pode impor “democraticamente”, via edital, uma forma de expressão. De identificação, de imitação. Escrever com intenção literária é outra coisa. É uma passagem, trânsitos intensos, mobilização. Não é distinguir, mas fazer perder o rosto na névoa da indiferenciação. Assim foi com Kafka, Céline, Musil. Se preferirem: Clarice Lispector, Osman Lins, Raduan Nassar. Palavras de lugar nenhum. O máximo que fizeram foi escrever bem. É o que se espera de qualquer profissional. Do médico, do engenheiro, do juiz. Se falharem, muitos sofrerão. Aqui há uma zona de vizinhança com a literatura. Grandes autores não surgem por golpe de sorte. É preciso criar os meios para isso. Maiores investimentos em educação, ciência e tecnologia; bibliotecas com acervos atualizados e consultas ampliadas; leis de incentivo à pesquisa e cultura; formação e profissionalização. Sem isso, quanto mais nos desenvolvemos, mais ficamos subdesenvolvidos. O desenvolvimento humano é condição para o econômico. Ou uma vez mais se dará como na descrição de Deleuze de Un royaume vous attend, de Pierre Perrault: os lentos tratores que transportam, desde que amanhece, as casas pré-fabricadas, para esvaziar a paisagem: trouxeram homens para cá, hoje os levam embora. Infelizmente os governos operam máquinas de um “progresso” que resulta sempre em desolação. Não se reconciliam com a Arte e o pensamento impensado que dela decorre, o inventivo, o novo. E a fustigam com suas trinta moedas enquanto apostam tudo na “boa e velha” Tradição. Isso quando não manifestam sua terna piedade e imensa condescendência com a mediocridade. A uma cidade nova importam relações de revezamentos e descobertas com os que fazem e produzem cultura. O modelo precisa ser outro e a conta também. Os editais não podem ser algo como procurar agulhas em um palheiro. Um grande romancista a cada ano. Um grande poeta. Isso não acontecerá nem no Tocantins nem alhures. Os prêmios devem ter abrangência nacional ou pelo menos regional. Oferecer uma quantia significativa em dinheiro, além da publicação da obra por uma editora comercial, garantindo assim sua distribuição e comercialização dentro do setor livreiro. Fazer e publicar livros com intenção literária requer que se observem, acima de tudo, valores estéticos, desejos e imaginários contemporâneos, sem o que, entre todos aqueles que fazem livros, ninguém pode dizer-se escritor.

Ney Ferraz Paiva. É poeta e artista visual. Reside em Palmas, Tocantins.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Candidatura de Merval Pimenta é indeferida; recurso está em tramitação

O juiz titular da 3ª Zona Eleitoral, com sede em Porto Nacional, Alessandro Hofmann Teixeira Mendes, indeferiu ao julgar procedente ação de impugnação interposta pelo Ministério Público Eleitoral, o registro do candidato a prefeito do município, Merval Pimenta Amorim. Merval teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por “irregularidade insanável”. A decisão foi publicada no dia 8.Secretário de Estado da Saúde entre 1989 e 1992, Merval Pimenta teve as suas contas relativas a este período julgadas irregulares pelo TCU. Ao todo, o candidato foi condenado por irregularidade, em decisão definitiva, em três processos. De acordo com a Lei das Inelegibilidades, são inelegíveis "(...) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente (...)".Ao indeferir o registro do candidato, o magistrado afirmou que "no caso em análise, mostram-se evidentes os vícios insanáveis das inúmeras irregularidades julgadas pelo Tribunal de Contas da União, já que as condutas realizadas pelo impugnado, sem dúvida nenhuma, trouxeram prejuízo ao erário público e, também, atentaram contra os princípios norteadores da Administração". Merval Pimenta já interpôs recurso contra a decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE).Ao Portal CT, o candidato disse que está fazendo a sua campanha com tranqüilidade. Ele afirmou que recorreu da decisão levando em consideração outra decisão, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele se refere à liberação pelo STF, no dia 6 de agosto, da candidatura de políticos com "ficha suja”. Por esse motivo, segundo ele, o indeferimento da sua candidatura “não tem valor”. “Os juízes não podem passar por cima de uma decisão dessas”, considerou. (Com informações da Assessoria de Imprensa do TRE) - Fonte: Portal Cleber Toledo

domingo, 10 de agosto de 2008

SAIBA MAIS...

TCU condena estado do TO a devolver verbas do SUS (FEV.2008)

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o Estado do Tocantins e o secretário da saúde MERVAL PIMENTA AMORIN ao pagamento de multa pelo uso indevido dos repasses de verbas federais para o Sistema Único de Saúde (SUS). O Estado foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 286.626,69 e o ex-secretário em R$ 3 mil. As verbas do repasse federal foram utilizadas indevidamente pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) para a compra de quadros, pagamentos de aluguel de máquinas de fotocópia, passagens, diárias, gastos com pessoal e assinaturas de jornais. O ex-secretário Amorim terá 15 dias para comprovar o recolhimento das quantias ao Fundo Nacional de Saúde e ao Tesouro Nacional. Cabe recurso à decisão do TCU. Fonte: Terra